O COLETIVO ZINE É UMA AÇÃO CONJUNTA. A PROPOSTA É REUNIR DIVERSOS FANZINEIROS OU CRIADORES INDEPENDENTES E PRODUZIR UM TRABALHO COLETIVO. CADA PARTICIPANTE CONTRIBUI DA FORMA COMO PUDER, SEJA NA CRIAÇÃO, MONTAGEM, EDIÇÃO, ADMINISTRAÇÃO, DIVULGAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO. O IMPORTANTE É SOMAR ESFORÇOS. E ASSIM MULTIPLICAR A DIVULGAÇÃO DO TRABALHO DE CADA AUTOR E DIVIDIR O TRABALHO. SE DER CERTO,CONSEGUIREMOS CHEGAR A NOVOS LEITORES QUE JAMAIS CONHECERIAM NOSSO MATERIAL SE O PROMOVÊSSEMOS ISOLADAMENTE. E NA PIOR DAS HIPÓTESES, AO MENOS TEREMOS UMA DESCULPA PARA INSANAS FESTAS DE CONFRATERNIZAÇÃO E LANÇAMENTO DE ZINES. ENTÃO, MÃOS À OBRA. MISTURE-SE.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

POR: DIEGO EL KHOURI

Valorize a pessoa pelo que é, independente de sangue, dna ou status social. A família tradicional brasileira é um engôdo. A religião uma farsa. As políticas segregadoras. A arte, mecanismo translúcido de libertação. Meu espírito socialista levanta. Sou gênio. Ápice monumental de envergadura divina. Sou gênio. Guru underground. Inútil social. Amante ardente. Bom bebedor de vinho. "Poète visionnaire décadent". Antropófago. O "Anjo e o Sedutor". Sou gênio. Dente cravado na história. Estou cravado na história. Memórias de multiversos em versos febris. Na história galgando cada passo resoluto no destino. Meu destino como farol e não coadjuvante. "Metralhadora em estado de graça". Sou gênio. Nam myoho Rengue Kyo nas notas sublimes do Sutra de Lótus. Sem patrão, família ou Estado. Uno com a criação. Eu sou criação. nem pior, nem melhor. Deuses diáfanos obsoletos-modernos-eternos. Não há família e nem Estado. Social anarquista. Drogas e poesia. Um falo ereto e o rosto no ombro. Homem e mulher: um só. Sem patrão e família. Dna congênito. Poeta de chinelo. O selvagem místico sexual. Sem moral, leis ou regras. Rimbauds esporrando vertigem. Cu, buceta e pau. Pau, buceta e cu. Sem família, nem Estado. Renego o DNA que me impuseram sem meu consentimento. El Khouri rebento das tradicionalidades do senso comum. Punheta forçada na noite macabra de Goiânia. O zoológico grita o leão. Convulsões. Jacarepaguá On the road. Aplausos em teatros estrelares em metrópoles moribundas. Bundas e seios aqui e acolá. Querem que eu saia do ventre que me vomitou em um março qualquer de um interior qualquer em um hospital qualquer de um Estado qualquer no centro do centro do mundo, de qualquer mundo? Seus olhos são olhos e o que tem haver a dialética nisso? Olhos platônicos perante a república. Por que meus quadros incomodam e ferem tanto o genoma aristotélico envolto nesse pano sujo de sangue e sêmen? Porra grudada nos dedos. Vida alheia é alheia. Os deem dicionários e diplomas. Rasguem faces outorgadas de merda. Rubens Zachis Mescalina suicida grita. Um feto envolto naquele pano sujo canta "músicas para passar na mão". Fratricidas ignóbeis vermes nada entendem. E eu sou gênio. Gênio do bem e do mal. "Místico em estado selvagem". Filho da puta, luz do século. "Vagabundo iluminado". As inúmeras chaves do conhecimento.


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Rubens Zachis que cito é um grande irmão, vocalista, baterista, compositor e fundador da banda de grindcore chamada Cativeiro
Antonin Artaud reencarnado. 


segunda-feira, 21 de maio de 2018

OUVINDO MORPHINE

Por:Edu Planchêz )

e tudo que guardo nas fronteiras do que penso,
cabe num grão azul de luz,
numa jarra de néctar de jenipapos,
nas gamelas esculpidas por meu pai na lama da casa,
e você nem sabe que um dia sem noite paira nos escombros,
nas palhas que se movem
e para o mistério do que escrevo,
preciso convocar o sufi malungo diego el khouri
para que destampando seus olhos
e os outros olhos do que não sei descrever
se revele no desintegrar dos fantasmas
para lá das muralhas da sala,
para lá das muralhas do ventre,
dos carcomidos livros...
há algo sem sombras na pele da neve,
na pele dos amigos,
no cone das coisas que cabem na geometria
da porta que se abre agora
que escrevo ouvindo morphine

sábado, 19 de maio de 2018

DES-TINO


Florisa é uma jovem mulher casada com um empresário bem sucedido. Sua vida é monótona e por isso ela resolve voltar a estudar. Na faculdade, conhece pessoas diferentes que irão mudar a sua vida para sempre. “Des-Tino” é uma história de amor composta para a dramaturgia. Confira o texto completo no site:

des-tino.com.br

Ob.: Não publiquei o texto aqui porque é muito extenso e empurraria as outras postagens para fora da página.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

MAIS QUE UMA CYPHER POÉTICA POR MURILO PEREIRA DIAS (MURILOUCO), DIEGO EL KHOURI E FABIO DA SILVA BARBOSA

Catando algo de vida na poeira
sem saber pra onde ir
ele embarcava rumo a qualquer lugar
a vida anda assim
tão morta quanto a tumba do velho imperador
as crianças não tem mais tempo pra brincar
suco de cérebro e mensagens hipnóticas
a professora já não pode ensinar
Muita dor. Muita dor.
anestesia geral
Anjos decrépitos
Na mosca morta de deus
Subjugando
cercando
A vida (sangue, glóbulos)
Numa emboscada de fome
Esses anjos de escrivaninha
Com seus métodos chulos
Arrancando cabeças Fígado, pâncreas, almas
Esses anjos de merda
Filhos da puta militares
Milhares de mortes
Nas suas mãos
Que vejo nu e sem luz
Esses anjos calhordas
Não consigo mais pensar
Vivo alucinado
Anjos que não são anjos
anjos que são bestas feras travestidos de anjos
com suas asas de náusea e vômito
com sua áurea de azedume e podridão
Não escrevam minha
pertence ou acrescente os,
para que possamos ter toda desconexão de sentidos
Assim em um determinado........
sem........ se for o motivo.....mm.........
mais uma vez..... mas foi mais uma outra vez....... .....
E as escadarias das dimensões aproximadas
da embalagem ao abrir o arquivo perdido Não se preocupe
Que bom que gostou do que.....????        
E ....                                                        
Antes o medo estava no andar dos palhaços                                                    
Os pequenos detalhes                      
palhaços                                           
A grande chance                                         
A grande quantidade                               
Perdeu a graça                                            
Ao escalar o solitário ego                       
Ao esquecer de si                                         
Ao se perder ou se entregar                                
Como os outros irão entender ....             
o que isso importa???                   
Graças..... risadas....                             
Então apenas segue para um fluxo anti tempriam                                                      
Corretos filho da putanas                            
Uma verdadeira graça                    
DESGRAÇA            
Que de muito longe                                   
Vê o fim tão perto                                          
E apenas tenta freiar                                       
O lamento                                               
Inevitável                                                      
 Numa andiedade                                     
Ansiedade                                              
Angústia                                                  
Calafrios                                                
Alucinações esquizofrenia e tudo tranquilo em paz                                      
 Trevas                                                       
Sangue                                                   
Mórbido                                                  
Luz alegria drogas                                
Fuga                                                         
Fuga
Muita dor. Muita dor. 
Dor no corpo, dor na alma 
Nos membros, face e boca
 Na cabeça, no cu do século 
Nas bolas murchas da impotência 
Dor que passa nas ruas, favelas 
Na quebrada desassistidas 
Anjos de merda mergulhando meus irmãos 
Muita dor. Muita dor. 
Drogas - recreação - fuga
Fuga
Paz
Paz
Paz
Tech
Hi tech
Paz hi tech
Paz eletrônica
Verde vermelho
Por um valor que possam pagar
Sem paz Sem paz Sem paz Sem paz Sem paz
Paz sem luz 
Sem voz 
Cassetetes Algemas Repressão
Elas dominarão
O conflito
Domínio sem domínio
Estará disponível
Sempre quis ser
A grande dispersão
A fenda
A saída
Mas também o retorno
A entrada
A brecha
O descuido
A queda
O flagelo
Lsd, caminho do sol
Qualidade
Controle de qualidade
O grande sistema operacional
A pirâmide
O ter
Acesso
Estar
Sentir
Escapar
Cair
Desespero
Sombras medo
Questões
Dias
Horas
Medo
Enfim
Enfim
Bom dia
Boa tarde
Boa noite
Um café e um 2
Um  2
Um 2
2
feijão com arroz
sem feijão e sem arroz

sábado, 5 de maio de 2018

Restos Mortais


Por Fabio da Silva Barbosa

o homem de bronze
deitado na calçada
encostado na parede
no meio da sujeira

não desperta interesse
ou mera curiosidade
dos que passam apressados
restos desprezados

braços dobrados
pernas encolhidas
cada parte retorcida
em uma tensão pacífica

a chuva começa a cair
molhando o cadáver
que respira ofegante
em um bailar de pele e osso

Na guerra pela paz


Por Fabio da Silva Barbosa

Desrespeito
só com a falta de respeito

Intolerância
só com os intolerantes

Não pode haver liberdade
para os inimigos da liberdade

O ser livre só poderá gozar plenamente
quando os vermes opressores não mais caminharem sobre a terra

Mais uma noite em vão


Por Fabio da Silva Barbosa

os vapores da loucura tomam conta do ambiente

fumaça
tabaco
nicotina
mais um gole
fermentado
destilado
do outro lado

vozes se misturam a vários outros sons

calor e agonia

um bêbado arrota grosserias
a mulher quebra a garrafa na cabeça dele
o patife beija o chão

Ilusão


Por Fabio da Silva Barbosa

Palavras bonitas
Não acredito em suas palavras bonitas

Vejo a hipocrisia
transbordando em suas pequenas formas

Palavras adoráveis
Você repete apenas o que fez parte do triste adestramento

Tanta raiva camuflada
em seus gestos estudados

Teus olhos não escondem
o que você realmente pensa

Por tantas vezes tentei acreditar
mas a verdade sempre aparece

Palavras bonitas
Vejo a hipocrisia

Palavras adoráveis
Tanta raiva camuflada

Teus olhos não escondem
Por tantas vezes tentei acreditar

Não acredito em suas palavras bonitas
transbordando em suas pequenas formas

Você repete apenas o que fez parte do triste adestramento
em seus gestos estudados

o que você realmente sente

Palavras bonitas
transbordando em suas pequenas formas

e a verdade sempre aparece

Palavras adoráveis
em seus gestos estudados

Teus olhos não escondem
Por tantas vezes tentei acreditar

Poço


Por Fabio da Silva Barbosa

Ei, cara
vê-lo encolhido em um canto
 como um feto em uma noz
ou um punhado de roupa suja
não ajuda a conter meu pranto

Olá, menino
vê-lo se decepcionar
com o sistema que tritura sonhos
corpos e mentes
confirma que tudo não passa de merda

E aí, gente
tanto sofrimento
submersos na tristeza
angustia e agonia
não queremos esse toque

Mas não deixe que te escravizem
nessa depressão
onde o mundo
paga pela doença humana

Lute, garota
contra as correntes miseráveis
que estão pintadas
como se fossem ouro
outra pedra para tolos

Escuta, irmão
mas não deixe que o silêncio
entorpeça o cérebro
até ficar como um saco d’água
ou algo embalado a vácuo

Fala, criança
e não vá se afogar
nos lagos transbordantes
dos teus olhos
banhados em sangue

Mas não permita que levem assim
toda força
que a natureza
te deu

Não venda
o que não tem preço
pois o barato
é sempre caro demais

Célula Maligna


Por Fabio da Silva Barbosa

violência generalizada
mentes enlatadas
vidas arrasadas
terra devastada

essa é a herança
da civilização maldita
memória distorcida
na mentira acredita

amor – palavra ridicularizada
pelos que destroem nossa existência
semeiam a demência
sangue na estrada

a ignorância se prolifera
nos transformam em bestas
nos tornamos feras
traumas e sequelas

Desinteresse por facilidades ou Se quisesse ser feliz, aderia a eterna ignorância



Por Fabio da Silva Barbosa

insônia
maldição que atormenta
aos de cérebro acelerado

com dificuldade de rir
caminha pelo caos extremo
observando absurdos

não entende
como o atraso e a estupidez
consegue tantos aplausos

não gosta de entretenimento
não vê sentido em distrações
não quer fazer parte da rotina

solidão
única companheira
dos que não querem se encaixar

*Que venha então*

Carniça


Por Fabio da Silva Barbosa

completamente viciado ele caminha
sem rumo pelas ruas
não encontra outras possibilidades
ou motivos pra tentar
não tem como suportar

filho miserável de pais pobres
com futuro surrupiado
por políticos marionetes de poderosos
os privilegiados privilegiando interesses
se colocasse a mão em um desses...

famílias catando alimentos em lixões
sem compreender o motivo de suas desilusões/frustrações
como uma bala perdida em um corpo achado
apenas faz seu trajeto até ser encontrado
reconhecido pelos pés  rachados

aquela criança
que nasceu e foi motivo de tanta esperança
hoje rouba, trafica, furta
e coloca a vida na balança
põe a cabeça na pedra e dança

são apenas sobras
restos de vidas
lágrimas nos olhos da cara torcida
lombriga por toda barriga
pele ferida – gente sofrida

efeito colateral desse monstro sistema
todo mundo condena
nada vale a pena
não vale um centavo para os cabeças de antena
mente pequena-gente gangrena

seria diferente se fosse filho do tal
pediu a mão ganhou pau
passando mal não tinha hospital
morrendo esticado foi tapado com jornal
a vela acesa não afasta o imoral

4.700


Por Fabio da Silva Barbosa

quatro mil e setecentas substâncias a me matar
roubando minha vontade
meu prazer
minha vida
suicídio
morte voluntária
sem ar
dor de cabeça
azia
vontade de vomitar


Dança Urbana


Por Fabio da Silva Barbosa

Foi só o sinal ficar verde, liberando a passagem dos carros, que ele se pôs a caminhar no meio da rua. Deu um salto da calçada, caindo já andando pelo asfalto. Se inclinou para frente deixando passar um carro e retrocedeu dois passos para não ser atingido por outro. Os veículos passavam em alta velocidade. Rodopiando entre os automóveis que vinham acelerados, chegou ao outro lado.
Um pedestre que assistia a cena, falou em tom de brincadeira:
- Quase amassou o carro dos outros, rapaz.  
Ele olhou satisfeito e deu um sorriso:
- Sempre faço essa dancinha. Você tem de ver no cruzamento da avenida. Dou um show.  

Feliz 2018?


Por Fabio da Silva Barbosda

é como um direto na cara
desfiando o desconforto
fedendo como um morto
no bolso nenhum troco

se os antigos poetas reclamavam
diziam que tava ruim
se lamentavam pelos cantos
viviam eterno pranto

imagina nesses tempos de merda
onde servem um prato de bosta
perguntam se tá bom
perguntam se você gosta

e a alienação agradece
levanta as mãos pro céu
aperta os olhos e faz a prece
nunca foi lembrado e sempre esquece

para podermos existir
será necessário lutar
não adianta implorar
não adianta rastejar

é como um soco no estômago
não curto receber ordem
não vejo o tal progresso
império retrocesso

e o pior está por vir
se não levantarmos e agir
com vontade intervir
o pior está por vir

sábado, 7 de abril de 2018

MEU NOME É SUTRA DE LÓTUS

Por: Edu Planchêz


SOU A SUBVERSÃO
DE TUDO QUE OPRIME,
QUE NOS PÕE MÁSCARAS
DE FERRO NA FUÇA,
MENTIRAS EM NOSSOS CORPOS DE
ESPINHOS

A DESOBEDIÊNCIA
AO QUE É ESTABELECIDO
PARA LIMITAR
POR MIM É ABRAÇADA
POR TODOS DOS BRAÇOS
QUE TENHO NO SANGUE,
SEM O MENOR MEDO
DO QUE E QUEM FOR TRUCULENTO

JURO À TERRA CUSPIR MAIS FOGO
QUE TODOS OS VULCÕES
QUE EXISTEM, QUE EXISTIRAM,
QUE EXISTIRÃO;
MEU NOME É SUTRA DE LÓTUS
ANTONIO EDUARDO PLANCHÊZ DE CARVALHO
ÁRVORE GIGANTE DE LUZ
ME RESPEITE QUE EU ME RESPEITO E TE RESPEITO
ATÉ ONDE HÁ LUCIDEZ E BENEVOLÊNCIA
PRIMANDO SEMPRE PELA BENEVOLÊNCIA,
PELO DIÁLOGO, PELA TROCA



* Retirado do livro Dinastia das Orquídeas. Para ler o livro é só acessar  o link: http://dinastiadasorquideas.blogspot.com.br/



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Por favor me censure





POR FAVOR ME CENSURE

Wagner Nyhyhwh

por favor
me censure
ou encherei sua buceta de pintos
encherei seu pinto de bucetas
encherei seu cu de bucetas e pintos.
por favor
me censure
ou te seduzirei
e te acusarei de zoofilia
pois não passo de um animal afinal
animal só às vezes racional.
por favor
me censure
ou te darei um filho
e te acusarei de pedofilia por amar nosso filho.
por favor
me censure
ou só vou parar
quando seu tendencioso-conceito acabar
em outras palavras
não vou parar.
por favor me censure
antes que comece da minha não-arte a gostar.