O COLETIVO ZINE É UMA AÇÃO CONJUNTA. A PROPOSTA É REUNIR DIVERSOS FANZINEIROS OU CRIADORES INDEPENDENTES E PRODUZIR UM TRABALHO COLETIVO. CADA PARTICIPANTE CONTRIBUI DA FORMA COMO PUDER, SEJA NA CRIAÇÃO, MONTAGEM, EDIÇÃO, ADMINISTRAÇÃO, DIVULGAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO. O IMPORTANTE É SOMAR ESFORÇOS. E ASSIM MULTIPLICAR A DIVULGAÇÃO DO TRABALHO DE CADA AUTOR E DIVIDIR O TRABALHO. SE DER CERTO,CONSEGUIREMOS CHEGAR A NOVOS LEITORES QUE JAMAIS CONHECERIAM NOSSO MATERIAL SE O PROMOVÊSSEMOS ISOLADAMENTE. E NA PIOR DAS HIPÓTESES, AO MENOS TEREMOS UMA DESCULPA PARA INSANAS FESTAS DE CONFRATERNIZAÇÃO E LANÇAMENTO DE ZINES. ENTÃO, MÃOS À OBRA. MISTURE-SE.
sábado, 22 de setembro de 2018
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
PELAS VOLTAGENS DE JACK & JACK
Por:Edu Planchêz
acendendo um, dois traços,
o filete da lâmpada,
o nosso aparecimento no mundo
nas camadas do chão de cal escuro,
do chão perfeito dos que pendem para a esquerda,
para o centro da molécula do café
do chão perfeito dos que pendem para a esquerda,
para o centro da molécula do café
haendel de peruca branca, bem sério,
nos observando de uma capa, de uma estampa,
do alto do grão de arroz
nos observando de uma capa, de uma estampa,
do alto do grão de arroz
e a casa sempre nos espera,
chuvosa de livros,
fogão clamando por panelas ferventes
chuvosa de livros,
fogão clamando por panelas ferventes
minha fêmea aprende uma das máximas de lou reed,
a que nos chama para o parque dos selvagens,
da selvageria
a que nos chama para o parque dos selvagens,
da selvageria
os remos aqui estão,
sigamos para o rumo dos albatrozes,
nos encontremos com jack london aqui mesmo,
em luna dourada,
nos arredores da cidade arte,
nas páginas de suas histórias
sigamos para o rumo dos albatrozes,
nos encontremos com jack london aqui mesmo,
em luna dourada,
nos arredores da cidade arte,
nas páginas de suas histórias
diego el khouri movido pela máquina vida
nos arrasta pelos pântanos,
pelas voltagens de jack & jack
nos arrasta pelos pântanos,
pelas voltagens de jack & jack
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
POR: DIEGO EL KHOURI
Dor dilacerante, memórias pretéritas, noites insanas, amargas, feridas abertas, abertas. Dor dilacerante, presente, pretérita
terça-feira, 11 de setembro de 2018
O LADRÃO DE LIVROS
Por: Edu Planchêz
há anos minha irmã Ana Lucia Planchêz se propunha a esse papel...
um dia roubara para mim "toda poesia" de Ferreira Gullar
numa livraria de nome Guanabara
numa certa cidade do interior de São Paulo
E assim fomos roubando livros e os livros nos roubando...
Veio "meu pé de laranja lima", "arara vermelha"...
"Planalto em Chamas","Pé na estrada","Pergunte ao Pó"....
Os ladrões de livros, os livros dos ladrões...
meu nome está escrito nele
há anos minha irmã Ana Lucia Planchêz se propunha a esse papel...
um dia roubara para mim "toda poesia" de Ferreira Gullar
numa livraria de nome Guanabara
numa certa cidade do interior de São Paulo
E assim fomos roubando livros e os livros nos roubando...
Veio "meu pé de laranja lima", "arara vermelha"...
"Planalto em Chamas","Pé na estrada","Pergunte ao Pó"....
Os ladrões de livros, os livros dos ladrões...
meu nome está escrito nele
terça-feira, 31 de julho de 2018
VIVA LA VULVA
VIVA LA VULVA é uma Editora elaborada por Krystal Freitas, tendo como proposta viabilizar conteúdo de forma acessível. Formada em Ciências Sociais e indignada com o academicismo careta, resolve entrar de cabeça e alma em uma profunda pesquisa autodidata feminista.
O site é uma janela aberta em constante transformação. "Desde então minha missão tem sido tentar encontrar estratégias de comunicação para difundir questões de feminismo, sociologia e filosofia de maneira pop, agradável, transformadora, bonita, atraente. Acredito profundamente que conhecimento é LIBERDARDE e que o potencial de transformação das pessoas através de informação é INFINITO" - Krystal Freitas
Envie seu projeto para VIVALAVULVACONTATO@GMAIL.COM
quarta-feira, 4 de julho de 2018
POR: DIEGO EL KHOURI
Valorize a pessoa pelo que é, independente de sangue, dna ou status social. A família tradicional brasileira é um engôdo. A religião uma farsa. As políticas segregadoras. A arte, mecanismo translúcido de libertação. Meu espírito anarquista levanta. Sou gênio. Ápice monumental de envergadura divina. Sou gênio. Guru underground. Inútil social. Amante ardente. Bom bebedor de vinho. "Poète visionnaire décadent". Antropófago. O "Anjo e o Sedutor". Sou gênio. Dente cravado na história. Estou cravado na história. Memórias de multiversos em versos febris. Na história galgando cada passo resoluto no destino. Meu destino como farol e não coadjuvante. "Metralhadora em estado de graça". Sou gênio. Nam myoho Rengue Kyo nas notas sublimes do Sutra de Lótus. Sem patrão, família ou Estado. Uno com a criação. Eu sou criação. nem pior, nem melhor. Deuses diáfanos obsoletos-modernos-eternos. Não há família e nem Estado. Social anarquista. Drogas e poesia. Um falo ereto e o rosto no ombro. Homem e mulher: um só. Sem patrão e família. Dna congênito. Poeta de chinelo. O selvagem místico sexual. Sem moral, leis ou regras. Rimbauds esporrando vertigem. Cu, buceta e pau. Pau, buceta e cu. Sem família, nem Estado. Renego o DNA que me impuseram sem meu consentimento. El Khouri rebento das tradicionalidades do senso comum. Punheta forçada na noite macabra de Goiânia. O zoológico grita o leão. Convulsões. Jacarepaguá On the road. Aplausos em teatros estrelares em metrópoles moribundas. Bundas e seios aqui e acolá. Querem que eu saia do ventre que me vomitou em um março qualquer de um interior qualquer em um hospital qualquer de um Estado qualquer no centro do centro do mundo, de qualquer mundo? Seus olhos são olhos e o que tem haver a dialética nisso? Olhos platônicos perante a república. Por que meus quadros incomodam e ferem tanto o genoma aristotélico envolto nesse pano sujo de sangue e sêmen? Porra grudada nos dedos. Vida alheia é alheia. Os deem dicionários e diplomas. Rasguem faces outorgadas de merda. Rubens Zachis Mescalina suicida grita. Um feto envolto naquele pano sujo canta "músicas para passar na mão". Fratricidas ignóbeis vermes nada entendem. E eu sou gênio. Gênio do bem e do mal. "Místico em estado selvagem". Filho da puta, luz do século. "Vagabundo iluminado". As inúmeras chaves do conhecimento.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
OUVINDO MORPHINE
Por:Edu Planchêz
e tudo que guardo nas fronteiras do que penso,
cabe num grão azul de luz,
numa jarra de néctar de jenipapos,
nas gamelas esculpidas por meu pai na lama da casa,
e você nem sabe que um dia sem noite paira nos escombros,
nas palhas que se movem
e tudo que guardo nas fronteiras do que penso,
cabe num grão azul de luz,
numa jarra de néctar de jenipapos,
nas gamelas esculpidas por meu pai na lama da casa,
e você nem sabe que um dia sem noite paira nos escombros,
nas palhas que se movem
e para o mistério do que escrevo,
preciso convocar o sufi malungo diego el khouri
para que destampando seus olhos
e os outros olhos do que não sei descrever
se revele no desintegrar dos fantasmas
preciso convocar o sufi malungo diego el khouri
para que destampando seus olhos
e os outros olhos do que não sei descrever
se revele no desintegrar dos fantasmas
para lá das muralhas da sala,
para lá das muralhas do ventre,
dos carcomidos livros...
para lá das muralhas do ventre,
dos carcomidos livros...
há algo sem sombras na pele da neve,
na pele dos amigos,
no cone das coisas que cabem na geometria
da porta que se abre agora
que escrevo ouvindo morphine
na pele dos amigos,
no cone das coisas que cabem na geometria
da porta que se abre agora
que escrevo ouvindo morphine
sábado, 19 de maio de 2018
DES-TINO
des-tino.com.br
Ob.: Não publiquei o texto aqui porque é muito extenso e empurraria as outras postagens para fora da página.
quarta-feira, 16 de maio de 2018
MAIS QUE UMA CYPHER POÉTICA POR MURILO PEREIRA DIAS (MURILOUCO), DIEGO EL KHOURI E FABIO DA SILVA BARBOSA
Catando algo de vida na poeira
sem saber pra onde ir
ele embarcava rumo a qualquer lugar
a vida anda assim
tão morta quanto a tumba do velho imperador
as crianças não tem mais tempo pra brincar
suco de cérebro e mensagens hipnóticas
a professora já não pode ensinar
Muita dor. Muita dor.
anestesia geral
Anjos decrépitos
Na mosca morta de deus
Subjugando
cercando
A vida (sangue, glóbulos)
Numa emboscada de fome
Esses anjos de escrivaninha
Com seus métodos chulos
Arrancando cabeças Fígado, pâncreas, almas
Esses anjos de merda
Filhos da puta militares
Milhares de mortes
Nas suas mãos
Que vejo nu e sem luz
Esses anjos calhordas
Não consigo mais pensar
Vivo alucinado
Anjos que não são anjos
anjos que são bestas feras travestidos de anjos
com suas asas de náusea e vômito
com sua áurea de azedume e podridão
Não escrevam minha
pertence ou acrescente os,
para que possamos ter toda desconexão de sentidos
Assim em um determinado........
sem........ se for o motivo.....mm.........
mais uma vez..... mas foi mais uma outra vez....... .....
E as escadarias das dimensões aproximadas
da embalagem ao abrir o arquivo perdido Não se preocupe
Que bom que gostou do que.....????
E ....
Antes o medo estava no andar dos palhaços
Os pequenos detalhes
palhaços
A grande chance
A grande quantidade
Perdeu a graça
Ao escalar o solitário ego
Ao esquecer de si
Ao se perder ou se entregar
Como os outros irão entender ....
o que isso importa???
Graças..... risadas....
Então apenas segue para um fluxo anti tempriam
Corretos filho da putanas
Uma verdadeira graça
DESGRAÇA
Que de muito longe
Vê o fim tão perto
E apenas tenta freiar
O lamento
Inevitável
Numa andiedade
Ansiedade
Angústia
Calafrios
Alucinações esquizofrenia e tudo tranquilo em paz
Trevas
Sangue
Mórbido
Luz alegria drogas
Fuga
Fuga
Muita dor. Muita dor.
Dor no corpo, dor na alma
Nos membros, face e boca
Na cabeça, no cu do século
Nas bolas murchas da impotência
Dor que passa nas ruas, favelas
Na quebrada desassistidas
Anjos de merda mergulhando meus irmãos
Muita dor. Muita dor.
Drogas - recreação - fuga
Fuga
Paz
Paz
Paz
Tech
Hi tech
Paz hi tech
Paz eletrônica
Verde vermelho
Por um valor que possam pagar
Sem paz Sem paz Sem paz Sem paz Sem paz
Paz sem luz
Sem voz
Cassetetes Algemas Repressão
Elas dominarão
O conflito
Domínio sem domínio
Estará disponível
Sempre quis ser
A grande dispersão
A fenda
A saída
Mas também o retorno
A entrada
A brecha
O descuido
A queda
O flagelo
Lsd, caminho do sol
Qualidade
Controle de qualidade
O grande sistema operacional
A pirâmide
O ter
Acesso
Estar
Sentir
Escapar
Cair
Desespero
Sombras medo
Questões
Dias
Horas
Medo
Enfim
Enfim
Bom dia
Boa tarde
Boa noite
Um café e um 2
Um 2
Um 2
2
feijão com arroz
sem feijão e sem arroz
sem saber pra onde ir
ele embarcava rumo a qualquer lugar
a vida anda assim
tão morta quanto a tumba do velho imperador
as crianças não tem mais tempo pra brincar
suco de cérebro e mensagens hipnóticas
a professora já não pode ensinar
Muita dor. Muita dor.
anestesia geral
Anjos decrépitos
Na mosca morta de deus
Subjugando
cercando
A vida (sangue, glóbulos)
Numa emboscada de fome
Esses anjos de escrivaninha
Com seus métodos chulos
Arrancando cabeças Fígado, pâncreas, almas
Esses anjos de merda
Filhos da puta militares
Milhares de mortes
Nas suas mãos
Que vejo nu e sem luz
Esses anjos calhordas
Não consigo mais pensar
Vivo alucinado
Anjos que não são anjos
anjos que são bestas feras travestidos de anjos
com suas asas de náusea e vômito
com sua áurea de azedume e podridão
Não escrevam minha
pertence ou acrescente os,
para que possamos ter toda desconexão de sentidos
Assim em um determinado........
sem........ se for o motivo.....mm.........
mais uma vez..... mas foi mais uma outra vez....... .....
E as escadarias das dimensões aproximadas
da embalagem ao abrir o arquivo perdido Não se preocupe
Que bom que gostou do que.....????
E ....
Antes o medo estava no andar dos palhaços
Os pequenos detalhes
palhaços
A grande chance
A grande quantidade
Perdeu a graça
Ao escalar o solitário ego
Ao esquecer de si
Ao se perder ou se entregar
Como os outros irão entender ....
o que isso importa???
Graças..... risadas....
Então apenas segue para um fluxo anti tempriam
Corretos filho da putanas
Uma verdadeira graça
DESGRAÇA
Que de muito longe
Vê o fim tão perto
E apenas tenta freiar
O lamento
Inevitável
Numa andiedade
Ansiedade
Angústia
Calafrios
Alucinações esquizofrenia e tudo tranquilo em paz
Trevas
Sangue
Mórbido
Luz alegria drogas
Fuga
Fuga
Muita dor. Muita dor.
Dor no corpo, dor na alma
Nos membros, face e boca
Na cabeça, no cu do século
Nas bolas murchas da impotência
Dor que passa nas ruas, favelas
Na quebrada desassistidas
Anjos de merda mergulhando meus irmãos
Muita dor. Muita dor.
Drogas - recreação - fuga
Fuga
Paz
Paz
Paz
Tech
Hi tech
Paz hi tech
Paz eletrônica
Verde vermelho
Por um valor que possam pagar
Sem paz Sem paz Sem paz Sem paz Sem paz
Paz sem luz
Sem voz
Cassetetes Algemas Repressão
Elas dominarão
O conflito
Domínio sem domínio
Estará disponível
Sempre quis ser
A grande dispersão
A fenda
A saída
Mas também o retorno
A entrada
A brecha
O descuido
A queda
O flagelo
Lsd, caminho do sol
Qualidade
Controle de qualidade
O grande sistema operacional
A pirâmide
O ter
Acesso
Estar
Sentir
Escapar
Cair
Desespero
Sombras medo
Questões
Dias
Horas
Medo
Enfim
Enfim
Bom dia
Boa tarde
Boa noite
Um café e um 2
Um 2
Um 2
2
feijão com arroz
sem feijão e sem arroz
sábado, 5 de maio de 2018
Restos Mortais
Por Fabio da Silva Barbosa
o homem de bronze
deitado na calçada
encostado na parede
no meio da sujeira
não desperta interesse
ou mera curiosidade
dos que passam apressados
restos desprezados
braços dobrados
pernas encolhidas
cada parte retorcida
em uma tensão pacífica
a chuva começa a cair
molhando o cadáver
que respira ofegante
em um bailar de pele e osso
Na guerra pela paz
Por Fabio da Silva Barbosa
Desrespeito
só com a falta de respeito
Intolerância
só com os intolerantes
Não pode haver liberdade
para os inimigos da liberdade
O ser livre só poderá gozar plenamente
quando os vermes opressores não mais caminharem sobre a
terra
Mais uma noite em vão
Por Fabio da Silva Barbosa
os vapores da loucura tomam conta do ambiente
fumaça
tabaco
nicotina
mais um gole
fermentado
destilado
do outro lado
vozes se misturam a vários outros sons
calor e agonia
um bêbado arrota grosserias
a mulher quebra a garrafa na cabeça dele
o patife beija o chão
Ilusão
Por Fabio da Silva Barbosa
Palavras bonitas
Não acredito em suas palavras bonitas
Vejo a hipocrisia
transbordando em suas pequenas formas
Palavras adoráveis
Você repete apenas o que fez parte do triste adestramento
Tanta raiva camuflada
em seus gestos estudados
Teus olhos não escondem
o que você realmente pensa
Por tantas vezes tentei acreditar
mas a verdade sempre aparece
Palavras bonitas
Vejo a hipocrisia
Palavras adoráveis
Tanta raiva camuflada
Teus olhos não escondem
Por tantas vezes tentei acreditar
Não acredito em suas palavras bonitas
transbordando em suas pequenas formas
Você repete apenas o que fez parte do triste adestramento
em seus gestos estudados
o que você realmente sente
Palavras bonitas
transbordando em suas pequenas formas
e a verdade sempre aparece
Palavras adoráveis
em seus gestos estudados
Teus olhos não escondem
Por tantas vezes tentei acreditar
Poço
Por Fabio da Silva Barbosa
Ei, cara
vê-lo encolhido em um canto
como um feto em
uma noz
ou um punhado de roupa suja
não ajuda a conter meu pranto
Olá, menino
vê-lo se decepcionar
com o sistema que tritura sonhos
corpos e mentes
confirma que tudo não passa de merda
E aí, gente
tanto sofrimento
submersos na tristeza
angustia e agonia
não queremos esse toque
Mas não deixe que te escravizem
nessa depressão
onde o mundo
paga pela doença humana
Lute, garota
contra as correntes miseráveis
que estão pintadas
como se fossem ouro
outra pedra para tolos
Escuta, irmão
mas não deixe que o silêncio
entorpeça o cérebro
até ficar como um saco d’água
ou algo embalado a vácuo
Fala, criança
e não vá se afogar
nos lagos transbordantes
dos teus olhos
banhados em sangue
Mas não permita que levem assim
toda força
que a natureza
te deu
Não venda
o que não tem preço
pois o barato
é sempre caro demais
Célula Maligna
Por Fabio da Silva Barbosa
violência generalizada
mentes enlatadas
vidas arrasadas
terra devastada
essa é a herança
da civilização maldita
memória distorcida
na mentira acredita
amor – palavra ridicularizada
pelos que destroem nossa existência
semeiam a demência
sangue na estrada
a ignorância se prolifera
nos transformam em bestas
nos tornamos feras
traumas e sequelas
Desinteresse por facilidades ou Se quisesse ser feliz, aderia a eterna ignorância
Por
Fabio da Silva Barbosa
insônia
maldição
que atormenta
aos
de cérebro acelerado
com
dificuldade de rir
caminha
pelo caos extremo
observando
absurdos
não
entende
como
o atraso e a estupidez
consegue
tantos aplausos
não
gosta de entretenimento
não
vê sentido em distrações
não
quer fazer parte da rotina
solidão
única
companheira
dos
que não querem se encaixar
*Que venha então*
Carniça
Por Fabio da Silva Barbosa
completamente viciado ele caminha
sem rumo pelas ruas
não encontra outras possibilidades
ou motivos pra tentar
não tem como suportar
filho miserável de pais pobres
com futuro surrupiado
por políticos marionetes de poderosos
os privilegiados privilegiando interesses
se colocasse a mão em um desses...
famílias catando alimentos em lixões
sem compreender o motivo de suas desilusões/frustrações
como uma bala perdida em um corpo achado
apenas faz seu trajeto até ser encontrado
reconhecido pelos pés
rachados
aquela criança
que nasceu e foi motivo de tanta esperança
hoje rouba, trafica, furta
e coloca a vida na balança
põe a cabeça na pedra e dança
são apenas sobras
restos de vidas
lágrimas nos olhos da cara torcida
lombriga por toda barriga
pele ferida – gente sofrida
efeito colateral desse monstro sistema
todo mundo condena
nada vale a pena
não vale um centavo para os cabeças de antena
mente pequena-gente gangrena
seria diferente se fosse filho do tal
pediu a mão ganhou pau
passando mal não tinha hospital
morrendo esticado foi tapado com jornal
a vela acesa não afasta o imoral
4.700
Por Fabio da Silva Barbosa
quatro mil e setecentas substâncias a me matar
roubando minha vontade
meu prazer
minha vida
suicídio
morte voluntária
sem ar
dor de cabeça
azia
vontade de vomitar
Dança Urbana
Por Fabio da Silva Barbosa
Foi só o sinal ficar verde, liberando a passagem dos
carros, que ele se pôs a caminhar no meio da rua. Deu um salto da calçada,
caindo já andando pelo asfalto. Se inclinou para frente deixando passar um
carro e retrocedeu dois passos para não ser atingido por outro. Os veículos
passavam em alta velocidade. Rodopiando entre os automóveis que vinham
acelerados, chegou ao outro lado.
Um pedestre que assistia a cena, falou em tom de
brincadeira:
- Quase amassou o carro dos outros, rapaz.
Ele olhou satisfeito e deu um sorriso:
- Sempre faço essa dancinha. Você tem de ver no
cruzamento da avenida. Dou um show.
Feliz 2018?
Por Fabio da Silva Barbosda
é como um direto na cara
desfiando o desconforto
fedendo como um morto
no bolso nenhum troco
se os antigos poetas reclamavam
diziam que tava ruim
se lamentavam pelos cantos
viviam eterno pranto
imagina nesses tempos de merda
onde servem um prato de bosta
perguntam se tá bom
perguntam se você gosta
e a alienação agradece
levanta as mãos pro céu
aperta os olhos e faz a prece
nunca foi lembrado e sempre esquece
para podermos existir
será necessário lutar
não adianta implorar
não adianta rastejar
é como um soco no estômago
não curto receber ordem
não vejo o tal progresso
império retrocesso
e o pior está por vir
se não levantarmos e agir
com vontade intervir
o pior está por vir
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