O COLETIVO ZINE É UMA AÇÃO CONJUNTA. A PROPOSTA É REUNIR DIVERSOS FANZINEIROS OU CRIADORES INDEPENDENTES E PRODUZIR UM TRABALHO COLETIVO. CADA PARTICIPANTE CONTRIBUI DA FORMA COMO PUDER, SEJA NA CRIAÇÃO, MONTAGEM, EDIÇÃO, ADMINISTRAÇÃO, DIVULGAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO. O IMPORTANTE É SOMAR ESFORÇOS. E ASSIM MULTIPLICAR A DIVULGAÇÃO DO TRABALHO DE CADA AUTOR E DIVIDIR O TRABALHO. SE DER CERTO,CONSEGUIREMOS CHEGAR A NOVOS LEITORES QUE JAMAIS CONHECERIAM NOSSO MATERIAL SE O PROMOVÊSSEMOS ISOLADAMENTE. E NA PIOR DAS HIPÓTESES, AO MENOS TEREMOS UMA DESCULPA PARA INSANAS FESTAS DE CONFRATERNIZAÇÃO E LANÇAMENTO DE ZINES. ENTÃO, MÃOS À OBRA. MISTURE-SE.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Bom dia


Por: Fabio da Silva Barbosa
 
Acordei com a cama se mexendo e sentindo algo estranho entre minhas pernas. Novamente dormi bêbada. Olhei discretamente as mãos que apertavam meus peitos. Não dava para tirar grandes conclusões apenas pelas mãos. Ainda mais no escuro. De qualquer forma, não parecia mão conhecida. Merda... Lá vem o idiota beijando meu pescoço. Ai... Que dor de cabeça... Melhor fechar os olhos para o infeliz não saber que estou acordada. Espera um pouco... O que é isso nas minhas costas? Peitos? Olhei melhor para as mãos e, mesmo naquela escuridão, pude perceber que estavam com as unhas pintadas.   
Comecei a virar lentamente e me deparei com uma linda mulher. Fui virando até me por de frente para ela. Senti seu pau saindo de minha boceta. Era um pau enorme. Olhei bem para aquele rosto (assim que desviei o olhar do cacete) e ela me beijou com calor. Depois de nos apertar e esfregar durante um tempo, olhei no fundo de seus olhos e perguntei:
- Mas... Quem é você?
Ela me largou e se levantou de um salto. Pude ver seu corpo por inteiro. Era o corpo feminino mais belo que já vi e nele se balançava um pau maravilhoso.
- Como assim?... Você não lembra? Não sabe quem sou?
Levantei a parte superior do meu corpo e tentei segurar o membro que parecia me olhar. Ela se afastou, se cobrindo com uma toalha que estava jogada por ali. Parecia uma donzela envergonhada. Fui me arrastando até a borda da cama e sentei.
- Calma... Me desculpa... Mas o que aconteceu ontem? Álcool? Drogas?   
- Não acredito nisso. Cachorra!!! Vadia!!! – Gritava, enquanto se arrumava.
- Por favor... Me entenda...
Ela acabou de se arrumar, já saindo pela porta. Os seios siliconados ainda estavam a mostra quando saiu rosnando. Caí de costas na cama e fiquei olhando para o teto.
- Quem será aquela criatura? ...
Apalpei uma carteira que estava abandonada no canto da cama. Era uma carteira feminina. Dentro haviam alguns papéis com números telefônicos anotados, algumas notas e um documento de identidade. Na foto, um homem de bigodes estava a me olhar. No meio daquela expressão máscula, pude reconhecer aquele rosto feminino que acabara de ir embora. Carlos Cleber Carmindo, era o nome dela. Pela data de nascimento tinha 43, assim como eu.
Abri os braços deixando a carteira e o documento se desprenderem de minhas mãos. Sempre gostei das minhas mãos. Achava que elas eram perfeitas. Voltei a fitar o teto. Eu não fazia a menor idéia de onde era aquele teto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Linha dura nos olhos dos outros é refresco



Por: Fabio da Silva Barbosa

As ruas começavam a ganhar movimento. Entre uma brincadeira e outra, os camelôs arrumavam suas mercadorias. Logo as vans começaram a chegar e a despejar passageiros por toda a parte. Os primeiros pedestres já se esbarravam pelas esquinas.
- Olha o suco de laranja.
- Vai um biscoito aí, madame?
- Ó o cordão. É prata pura.
A manhã foi correndo tranquila no que já havia se transformado em um formigueiro humano.
- Olha o rapa.
Pronto. Essa frase acabou com toda a tranquilidade dos que tentavam ganhar uns trocados para viver e dos que compravam suas mercadorias. Quem podia meter o tabuleiro na cabeça, saiu correndo. Dona Marrequita se debruçou, desesperada, sobre suas frutas.
- Por favor... Não levem minhas mercadorias. É tudo que eu tenho para sustentar meus filhos.
Levaram-na por desacato a autoridade.
- Pera aí, porra. - Gritava o garoto dos relógios vendo sua mercadoria ser jogada na carroceria de um carro da Prefeitura.
Logo a confusão estava generalizada. Alguém não suportou ver seu ganha pão ser tomado e resolveu argumentar. Mas quem é pago para manter a ordem, nem sempre está aberto a diálogo e a discussão virou briga. Cassetetes, pedras... Violência para todo o lado. Era a ordem pública e o bem estar geral sendo empurrado goela abaixo de quem não tem grana.
Belmiro chegou em casa machucado e sem o dinheiro para comprar o macarrão do jantar. Falou com a mulher que teria de conseguir o capital emprestado para comprar mais mercadorias.
- Calma, meu bem. Hoje a noite tem festa na quadra. Vai lá e esfria a cabeça. Se distrai um pouco.
Pois foi o que Belmiro fez. O pagode estava animado e um amigo o convidou para a cerveja. Lá pelas dez, o policiamento comunitário chegou. Os policiais desceram da viatura e foram logo anunciando que estava na hora de terminar a confraternização.
- Como assim terminar? – Interveio o cara da barraquinha de cachorro quente.
- É isso aí. Vocês não pediram permissão para fazer esse evento. – Disse um de bigode, tomando a frente da conversa.
- Pedir permissão para quem? Nós sempre fizemos esse encontro para o pessoal da comunidade ter uma distração e vocês que chegaram aqui ontem me aparecem com essa marra.
- É isso aí! Marra dentro da nossa comunidade não! – Concordaram todos.
- Calma, gente. O que tá havendo aqui? – O Presidente da Associação chegou tentando acalmar os ânimos.
- Tá havendo que a gente tá pedindo na educação para acabar a festa e esse pessoal tá querendo arrumar barulho. Ao invés de agradecer que deixamos rolar até essa hora, ainda tão reclamando. Agora acabou a bagunça. Temos que organizar a situação. Para fazer evento tem de pedir permissão e esperar para ver se vai ser aprovado.
Um falatório tomou conta da quadra. O Presidente pediu calma e sugeriu:
- A gente se compromete a pedir a tal da autorização da próxima vez. Dessa vez a festinha já tá rolando. A gente abaixa o som. Pode ser?
- Infelizmente, não. Temos de encerrar. – Replicou o de bigode.
- Mas...
Antes do Presidente argumentar, um sinal, invisível para os moradores, foi dado e os policiais foram em direção a caixa de som para desligar e mandar os pagodeiros descerem do palco improvisado. Foi o que faltava para o tumulto começar. Belmiro passou a mão na cabeça. Já tinha visto esse filme hoje.    

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Os Riscos & Afins de José Nogueira

Segue colaborações de mais um participante, José "Zinerman" Nogueira, fanzineiro e agitador cultural das antigas, de vasta produção underground.


POÉTICAS ESCATOLÓGICAS POÉTICAS ESCATOLÓGICAS 

 
ENTRE O DEDO E A FERIDA
POR JOSÉ ZINERMAN NOGUEIRA


ME ARREBENTEI TODO
QUANDO ESCORREGUEI NAQUELE LODO
ABRIU-SE UMA CRATERA E UMA FERIDA
MOSCAS VAREJEIRAS SOBREVOAVAM EM CIMA
ENQUANTO O SANGUE JORRAVA SEM PARAR
ERA COMO UMA PIMENTA ARDIDA
FUI ATÉ O INFERNO E VOLTEI
GRITAVA DE DOR
E QUEIMAVA COMO FOGO
ENTRE O DEDO E A FERIDA
ARRANCAVA A CASCA TODA FODIDA
 

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BOCA DO LIXO, POESIA SUJA
POR JOSÉ ZINERMAN NOGUEIRA

BOCA DO LIXO
RABISCO ENTRE PAREDES
POESIA SUJA
ENCONTRADA NA RUA
DAS MENINAS DO PRAZER BARATO
QUE ESTÃO BEM AO MEU LADO
BOCA DO LIXO
COM CHEIRO DE ESPERMA RESSECADA
DO HOMEM MORTO A NAVALHADA
DA VIDA CURTA
NEM DOLAR , NEM REAL
NOUTRO DIA PARECIA TUDO IGUAL 



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#672 GATTO-PINGADO (a José Zinerman Nogueira) [2003]

Zineiro, buzineiro da anarchia,
que juncta no papel cacos de estrada,
galaxia, giria astral, jornal, jornada,
garagem, gangue, ghetto ou guerra fria!

Si pensa em poesia, a voz varia.
Si enquadra no quadrinho, berra e brada.
Si mede a Edade Media, espicha a espada.
Si goza o cine em scena, esporra e espia.

Por ser exaggerado e circumscripto
é tão contradictorio quanto o facto
de erguer, minimo e unisono, seu grito.

Si edito, vandalizo e desacato.
Si leio, fanatizo-me e repito
o lemma: "Antes quintal que anonymato!"


(Glauco Mattoso)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

DELICIOSA CLASSE MÉDIA.

   Lurdes estava bastante aflita com a confusão anterior entre seu filho e seu marido. As coisas não andavam agradáveis para ninguém naquele lar e o furto de uma quantia em dinheiro afetaria (ou não) as coisas.
  -Gabryel, eu estou pagando um absurdo nesse curso de inglês, e você não me dá retorno! Todo dia eu tenho que ficar no seu pé para não fazer besteira, você roubou cinquenta reais da carteira do seu pai!
   - Foi a empregada, não fui eu... Para de gritar comigo, eu juro...
  - Cala a boca guri! Não fale isso, a Maristelva é uma mulher trabalhadora. Vá já para o seu quarto, ou eu quebro seus dentes!
 - Mãe, é sério... Nãã-não conte para o papai, eu quero ir naquele show. Eu já comprei o abadá da vila sertaneja.
 - Você tá precisando é de uma surra, vá para seu quarto agora e nada de computador!
  Lurdes lembra muito bem da última briga que ocorreu em sua casa entre seu marido e seu filho, temendo que algo pior acontecesse, age por puro impulso.
 -Luiz, temos que conversar seriamente sobre os cinquenta reais que você disse que sumiu de sua carteira. Eu  tô desconfiada de que foi a Maristelva, não tô delirando não! Eu tô sentindo falta até de algumas panelas e de ...
 -Pera ai mulê, que absurdo...Duvido que a Maristelva faria isso! Foi esse idiota do nosso filho, tenho certeza!
 - Não acredito que você tá pensando isso ele é nosso sangue e nossa criação. Pra que ele iria roubar as panelas? Acorda!
  Enquanto seus patrões discutiam sobre sua índole e sobre seu emprego, Maristelva lavava as louças do almoço ao som da sua rádio favorita, era um programa sobre fofocas de celebridades e resumo de novelas. Pobre, tola, e infantil, nem imagina o que a espera.
 - ♫...ai ai seu te pego, ai ai se eu te pegoooo...
  Maristelva cantava feliz enquanto retirava as espumas do último prato da pia.
  - Maristelva, eu e a Lurdes precisamos falar com você! Quando tiver indo embora venha até aqui na sala.
  - Tá bom Seu Luiz.

 Sem imaginar, Maristelva senta no sofá da sala e espera por seus patrões. Talvez ela imaginava que seria uma conversa sobre não ir trabalhar na semana que vem, já que a família iria fazer uma viagem ao litoral.
  - Oi Maristelva, o que temos para conversar pode ser meio desagradável, e por favor, não nos interprete de uma maneira negativa, mas a Lurdes tem sentido a falta de alguns utensílios da cozinha.
  - É Maristelva, sabe aquela panela de pressão que eu ganhei do meu irmão? Sumiu. Aquela tampa de microondas que eu comprei da revista também, sabe nos explicar?
  - Nossa Seu Luiz e Dona Lurdes, assim vocês me deixam constra... contrang... me deixam péssima! Eu nunca peguei uma balinha que não fosse minha, eu não sei de panela nenhuma! Vou procurar, talvez esteja nessa bagunça da despensa.
  - Acho que não, já olhamos. E tem outra coisa, sumiu dinheiro da minha carteira...
  Com o choro querendo sair, a pobre Maristelva acha forças dentro de sí, e pede demissão.
  O caminho de volta para casa foi uma lamentação que só, por dentro da cabeça dessa mulher  passavam mil coisas ao mesmo tempo. Ela se lembrava dos conselhos que ganhava de sua mãe, que roubar era feio, lembrava dos conselhos de seu pastor e da Bíblia que dizia nos mandamentos ''Não roubarás''. Maristelva, se lembrava até dos políticos de Brasilia com os escândalos nas cuecas.
 '' Meu Deus, e meus filhos? O que vou dizer a eles?'' Pensou alto. Ainda pensando o que diria para seus meninos, desce no terminal, e sem olhar para atravessar, é atropelada por outro ônibus.

 Lurdes pela manhã lê seu jornal '' Noticias da Manhã '' e olha uma reportagem nem tão diferente nas páginas de tragédias, '' DOMÉSTICA É ATROPELADA POR ÔNIBUS.''  vê o nome de Maristelva, não consegue comer, mas já vai contratar outra menina para lavar sua linda casa, só que dessa vez uma mais jovem para limpar direito.

( Anna Alchuffi)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A cachaça e as putas

Joaquim:- Zeca termina logo com essa pinga e vamos!
Zeca: - Porra, Joaquim! Isso aqui não é pinga não véio, é cachaça da boa. Uma iguaria feita de cana e fogo. Cara e da boa. Vale cada real, ademais, as putas não vão fugir, tenha paciência!
Zeca:- Pronto, acabei! Vamos logo para Vila Mimosa meu irmão.
Joaquim:- Puta merda, eu não entendo você Zeca. Toma cachaça cara, mas come puta barata.
Zeca retruca: - Véio, depois de tomar essa cachaça, qualquer puta barata fica linda e gostosa.
Joaquim: - Pera aí então que eu vou querer um gole! 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

COLETIVO ZINE 01

ESTÁ DISPONÍVEL O COLETIVO ZINE 01 !!!!!



O Coletivo Zine é uma ação conjunta. Obra de uma coletividade, sem dono, sem restrições.
A primeira edição impressa do fanzine já pode ser adquirida. São 64 páginas em preto e branco, com HQs, poemas, contos, montagens, ilustrações, artigos. Participações de Jackson Abacatu, Michael Kiss, Fabio da Silva Barbosa, Marcelo Dolabella, Diego El Khouri, Alexandre Mendes, Henrique César, Obersale, Rodrigo Pedroso, Ivan Silva, Kaio Bruno Dias, Cássio Aquino, Wagner T., Taty N.S..

Para adquirir o Coletivo Zine 01 é só entrar em contato com qualquer dos seguintes distribuidores (a divisão por cidade é só pra facilitar, enviamos também por correio):

em Belo Horizonte / MG:
Jackson Abacatu - jackson.abacatu@gmail.com
Marcelo Dolabella - hqsdola@gmail.com

no Rio de Janeiro / RJ:
Wagner Nyhyw - wnyhyw@gmail.com

em Goianira / GO:
Ivan Silva - isrbaixo@hotmail.com

em Porto Alegre / RS:
Fabio Barbosa - fsb1975@yahoo.com.br

em São Roque / SP:
Rodrigo Pedroso - semdrive@yahoo.com.br

em São Cristóvão / SE:
Henrique César - hcrodrigues3@hotmail.com


ISTO É SÓ O INÍCIO. ADQUIRA O SEU. DIVULGUE. PARTICIPE.



À BEIRA DO ABISMO

Terça feira, 12, abril, 2011

À BEIRA DO ABISMO I
Numa manhã quente, perdido em dor e tédio, me encontrei virtualmente com o poeta carioca Murilo Pereira Dias. Foi uma conversa intensa armada com a metralhadora da arte e da indignação. Por acaso salvei essa conversa e posto aqui nesse blog. A internet tem disso, juntar almas perdidas nessa lama que chama-se pra uns vida, pra outros morte.

Diego EL Khouri: manoooooooooo



Murilo Pereira Dias: hj está em plenas trevas
a manhã com aroma morbido
o corpo ainda vivo
sendo retirada as entranhas
e os ossos
estou vendo que estão cercando em pleno vazio
o dominio do silencio
e o esquecimento



D: isso é poesia e sangue, morte e dor



M: novas formas diferentes
é a minha manhã de sexta feira



D: como deseja morrer?



M: sobrio
não sobrio
sombrio
quero morrer de overdose



D: em praça pública?



M: preferencialmente
num quarto cheio de seringas de heroina pendurada



D: quero que meu corpo seja motivo de chacota
ando enfrentando abismos intransponíveis
ta foda, Murilão
to perdendo a lucidez

M: eu nunca quis saber de lucidez
tentei comer ela um dia
mas não deu



D: e essa transa resultou em que?



M: em angustias constantes



D: eu tento sair dessa dor
tenho vontade de mandar tomar no cu mil pessoas



M: isso é pouco



D: que mais?



M: simplesmente desistir e ser egoísta
pensar em vc
e querer que os outros realmente se foda

D: isso é dificil
sentimentos nobres me dominam e me fodem



M: ai sim vc será mais amplo



D: quero liberdade



M: por isso..... assim eu uso a sociedade para ficar longe dela



D: comer o sol numa vez



M: ontem um babaquinha entrou na escola
e matou um monte de aluno e se matou depoi
eu achei ótimo
enquanto todo mundo finge estar chocado
merendeu uma boa bronha antes de dormir



D: hahahaaa

M: estou sem fumar quase 3 dias
estou passando mal
não fumar muito me faz mal



D: eu vivo bêbado



M: se eu beber precisarei de mais fumo
é um vicio trem
tem o vicio maior que chama os outros
depois de beber é fumar cheirar
fudeu



D: fumo, poesia, juntando o sexo teremos deus rebolando nos precipicios do amor?



M: estou muito inutil



D: quer ser útil?



M: Deus se mandou



D: quer seu útil?



M: ser util para acabar com o que resta de inutil
a destruição é util
é necessario guerra
genocidio



D: depois que aprofundei na poesia e na filosofia da vida deixei de sentir amor



M: é lindo
mortem animalium



D: amor é uma praga que tolhe os membros
pior sentimento: gratidão



M:
http://www.youtube.com/watch?v=7PklNJ1YVPI
escute essa opera
ela ajuda anestesiar esses sentimentos escrotos
compaixão



aqui no serviço não tem fone, verei a noite


Denunciar • 10:10
é para fudidos
blackmetal da noruega
8. De Mysteriis Dom Sathanas

Welcome!

To the elder ruins again
The wind whispers beside the deep forest
Darkness will show us the way

The sky has darkened thirteen as
We are collected woeful around a book
Made of human flesh
Heic Noenum Pax
Here is no peace
De Grandae Vus Antiquus Mulum Tristis
Arcanas Mysteria Scriptum

The books blood written pages open
Invoco Crentus Domini De Daemonium
We follow with our white eyes
The ceremonial proceeding

Rex Sacriticulus Mortifer
In the circle of stone coffins
We are standing with our black robes on
Holding the bowl with unholy water
Heic Noenum Pax
Bring us the goat
Psychomantum Et Precr Exito Annos Major
Ferus Netandus Sacerdos Magus

Mortem Animalium


D: massa demais
conhece a banda cativeiro de grindcore aí de Niterói?


M: de skin
ruben
na batera
e vocal

D: sim



M: conheço ...antes era o gore
conheço ruben desde criança



D: ele é uma alma brilhante e revoltada, um gênio
queria ter conhecido ele quando estive no rio



M: foda...manda bem na porra toda
toca pra k



D: adoro cãoversar com ele



M: estou na abstinencia horrivel

muito bom

sofrer

tormenta

pqp



D: escreve um verso, toca sua gaita satânica



M: uma hora poderá sair qquer coisa
nunca penso em escrever
o espirito me usa
e escreve o que pensa


D: também a poesia cai assim em minha alma, é como se os demônios e anjos me usassem

sou uma marionete filho da puta

M: os espiritos se fodem comigo

eu gasto a paciencia deles

hj eu quero que eles se fodam

D: vc poderia ter entrado no Coletivo Zine

cagar nas regras
M: eu ja acho que ando me envolvendo

muito querendo melhorar o mundo

na verdade deveriamos fazer o jogo deles e almeja a guerra mais rapido

para a extinçao não tardar

D: não consigo te ver na camisa de força do sistema


M: fingindo ser
a arte da mentira
enganar os traidores
não ter integridade
não ser elo
ser impar
solitario
não pertencer
a jogoalgum
somente ao fim
seja bom ou mal
o fim de tudo
D: ando buscando ar e não encontro, estou todo mutilado e cada buraco de minha alma é uma história a mais de tragédia
fazer o que eu quero é trair o senso comum e gerar inimigos e reprovações


M: depende de onde estará vendo isso
pode ser uma boa visão
D: quero antes a alienação dos vicios, a mentira do amor, tudo desamor
boa visão?

M: aquele que prefere ser odiado
o caos
porque é ruim
o fim
se teremos que viver o fim
porque menosprezar o caos
menosprezar as fezes
a moerte
porque evidenciar mulheres lindas
jovens e gostosas
foda-se
seja linda as velas
banguelas e doentes
as gordas entupidas
ascari
escaras
dolorosas

estou bem
triste = estar feliz
feliz = estar enganado
enganado = estar no caminho certo
caminho certo = morte
incognita.....
mas derradeira e unicamente a certeza
D: pra vc o que é o amor?

é a mentira revestida em beleza?
...

isso te calou, cortou seu raciocínio? seu calcanhar de Aquiles?



M: ....... amor não existe
nunca existiu é a maior mentira
um sentimento falso
na verdade existe interesse
não amor
mesmo assim amor esta ultrapassado
e alguns babacas conseguem sofrer por amor
mas estão sofrendo por falta de interesse
acaba a grana
acaba o sentimento
mulher... amigos...familia.... tudo é um jogo de interesse
alguns menos deprimentes
alguns vão até o fim
adentrei o cemiterio esquecido e vazio
abandonado
sem corpos
sem alma
sem aroma morbido
realmente não encontrei nada
não tem conclusão
nem desfecho
apenas segue os dias sentindo carencia
de algo que destroi
que é necessario ao fim
então mais uma vez enganei
e não fui
e amorte se fudeu
D: não consigo mais sentir amor por mulher nenhuma, quero apena que meu pênis faça morada em várias entranha, sujas ou limpas, não importa,deixei de ser o platônico sentimental a muito tempo
perdi o último resquício da inocência
M: eu não tenho mais contato fisico
não faço mais uso desse movimento
falo com as pessoas
não toco mais nelas
não encosto em ninguém
não gosto de ser tocado
gosto da minha solidão
e meu teclado
meu quarto escuro em plena manhã
foda-se as responsabilidades
D: abandonou o sexo?


M: foda-se querer alguma coisa
D: não entendo...


M: estou usando o fim
não vejo pessoas
não saio do meu tumulo
panteon
se alguma defunta vier aqui
não irei cavar covas procurendo vaginas podres
não preciso dessa merda de prazer
inutil
reprodutor
acaba em mim a herança
de mim não sairá descendentes
somente destruição
em forma de obras
e tbm não sou demonio
rotulo capitalista de igreja
foda-se igreja
foda-se demonio
pessoas não entendem o alem
dessamerda

de cosmos
essa merda de vida
inutil e sem sentido
preciso entrar na porrada
D: eu cansei da porrada
onde encontro seu livro, irmão?
quero me sangrar também em seus versos, mandar a merda o mundo
as ilusões referida aos tolos sacerdotes e deuses sem carne


M: não publiquei
so tem ele no site que Fabio postou
tem um na minha pagina
D: livro todo?
M: estou procurando...nem sei onde esta
tem postagem pra k
http://www.slideshare.net/ARITANA/livro-murilo
obra completa
sem edicção
tome um certo cuidado ao ler


D: postei a entrevista que vc fez no molho livre, uns chegaram em mim e te chamaram de gênio, outros de louco
cuidado?


M: pode pirar de vez
esse é o sentido
causar paranoia
sou um genio louco
das coisas se sentido
que fazem sentido
com eloquencia enloquecer
pooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
esse é o sentido
causar paranoia
sou um genio louco
das coisas se sentido
que fazem sentido
com eloquencia enloquecer
pooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
achei uma berolta

da para apertar um fino
pqp
pqp
pqp
pqp
felicidade
fumar
pera ai
pqp
fumar
uma ponta deu uma onda de acido
tudo sai da conexão
isso é harmonia
estar confuso
em linhas tortas

D: achou?


M: foi breve
mas angustiante


D: como? vem até vc a loucura?
M: o importante e sentir desespero
Heic Noenum Pax
Here is no peace
De Grandae Vus Antiquus Mulum Tristis
Arcanas Mysteria Scriptum

D: uma dose de morfina pra calar os sentidos
os profetas bailando nus em ondas de volupia sem dor
sem sentimentos
o vácuo
nada mais


M: tudo é breve


D: breve como essa nossa conversa
vou me ausentar
até logo
M: blz



quarta-feira, 4 de maio de 2011

À BEIRA DO ABISMO (II)
Mais uma parte da conversa virtual entre eu e o Murilo Pereira Dias. Mais um dia cinza onde a metralhadora da arte criou vida e voz:

Murilo Pereira dias: ae bro
chamas na mente
incendiando a consciencia fragmentada
em busca de cinzas morbidas
coletivas histeria
compaixão ...e assassinatos
chamas
dança da chama
que chama quem chama
não chega
não vem
nós vamos
ao crepusculo
dominar a semente
o calice

Diego EL Khouri: parece calo a vida que fere e destrói, todos dias ando passando pelo estágio da embriaguez e o que encontro? não sei cinzas talvez

M: perfeito
achou a vastidão livre
e desipmedida
sem fronteiras
sem leis
esse é o rumo vazio e distante
não há volta
é um caminhinho solitario e frio
a única cobaia seremos nós
nossa vontade de se perder
e encontrar esse campo
alienado
infinito
de desencontro
genuino
primal

D: que campo é esse? ao menos teria uma xaminé, fumaça e umas vacas pastando, quero não mais pastar meu caro, tem cortes? eu tenho, sua poesia é a viagem mais delirante e bela que já vi, sou sombrio, tenho meu pau aqui e as bucetas inflamam a dor

M: deve esquecer a humanidade
recair ao abstrato
formas não evoluidas
pau buceta
penetração
lucro
dinheiro
foda-se tudo isso
somos insetos gigantes
devemos morrer
devemos ser alimentos de outras cadeias
mais poderosas que nós
fugir enqto é tempo
tentar matar para viver
natural
lei humana não existe
existe a lei da natureza
do ser bicho
que quer sangue
eliminação
em nome de nada
somente pela extinção de um competidor

D: um matagal semi perfeito
uma luz sem cor
uma voz muda e chula absurda
obtusa
pele e pelo
cara de palhaço
clown sem dente e sem cu
uma voz
nada
mais

M: somente o tempo poderá fornecer essas malicias
sofrer
dor
são coisas humanas
romper a dor
e o sofrimento

D: malicias se quero é deitar e cerrar os olhos
trepanação sem cortes
amor, carinho, existe?
acho é é voz sem voz
ninguém fala
relincham
somos um entre todos?
não
demônios e anjos
somos a voz que terá sua voz e a minha
quero que eles me esqueçam
todos eles

M: nada disso existe

D: que me trouxeram a doença
o que existe?

M: não existe sentimento
apenas fluxo
instinto
determinação
foco
caça
predador
carinho
amor
isso acabou
nunca existiu
não precisa dessas merdas
mas vai demorar a entender
é dificil aceitar
a solidão
e a catastrofe
entropia
saber degustar o foda-se
não pertencer
estando

D:eu aceito o que aceito quando não estou lúcido, lucidez, Lucilda, lu lu tetéia

M: errado
incorreto
trangressivo
subversivo
subterfugio
exilio
abstração

D:exilioo? é o que espero da vida

M: negação
aceitação
perfeição

D: perfeição
mede esforço
sonho é virtude sem sol

M: não existe esforço

D: e o sol é bosta

M: a correnteza leva
o abismo conduz

D: dharma
visão budista?

M: fique calmo
o fim estará proximo sempre
suspire os ultimos dias
e eles se afastarão por um transe
inóspitos
hostis
sedentos
quebrando ossos


D: sedentarismo
auto flagelação
cadáver poético
sombas
poluição
cocada
coca cola
casa
casamento
namoro
tudo alienação
por que eles lá
querem nos distrair
distração leva a prisão
mas o contrário é também prisão
onde tá a saída?


M: nesse campeonato inutil
flamengo gritando na rua
todo mundo
nessa porra
foda´se
pqp
campeão é o caralho

nem uma bronha me rende...
D: meu fígado ta inchado


M: defuntas frescas


D: acredita?
M: bom sinal
preocupação
angustia
eu tbm não vou ao medico
que se foda
meu dente doi ha uma semana
me entupo de remedio
e cana
isso é bom


D: cana cana?
estou bebendo agora
cerveja

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Confissões de um canibal



Após tropeçar no corpo da minha última vítima e deixar pistas valiosas para a perícia me localizar, foi que decidi que devo comer todo o corpo das minhas próximas vítimas. Quando a carne é boa, vale lamber até os ossos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CMTC

As vezes paro, olho pro lado
e a única coisa que tenho
é a janela do ônibus.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CONFIRMADO COLETIVO ZINE 01

Já dizia Nietzsche: "O que não nos mata nos torna mais fortes". AINDA ESTAMOS VIVOS, então estamos cada vez mais empenhados na produção do Coletivo Zine 01!
Depois de obstáculos de todo tipo, desde a dificuldade de levantar um capital até o tempo perdido com gráficas canalhas, a espera finalmente acabou: ESTÁ CONFIRMADA A EDIÇÃO IMPRESSA DO COLETIVO ZINE 01.
A partir de Janeiro, o zine estará disponível aos interessados.
Isso é só o início. 2012 promete!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

GRÁFICA SE RECUSA A IMPRIMIR O COLETIVO ZINE

É isso mesmo! Nada é fácil para quem não se reprime e não tem medo de publicar o que vier na mente. O Coletivo Zine possui um conteúdo livre e sem censura, os participantes podem colaborar da forma como quiserem. Mas a liberdade de expressão assusta, e muito, os moralistas de todo tipo. A gráfica O Lutador, de Belo Horizonte, se recusou a imprimir o Coletivo Zine 01 quando viu seu conteúdo, julgando-o impróprio e contra os costumes deles (são evangélicos). Nos contatos mantidos até então, eles não fizeram nenhuma menção de que não aceitavam trabalhar com determinado tipo de produto. Profissionalismo zero!!!!
Com isso, o zine irá atrasar mais um pouco, agora com previsão de lançamento em dezembro. MAS VAI SAIR!!!! Porque são filhadaputices como essa que me dão certeza absoluta de que estamos no caminho certo e que o trabalho não pode parar!!!

domingo, 23 de outubro de 2011

VERA FISCHER


(Por Diego El Khouri)


Vera Fischer sempre será bela
mesmo que suas entranhas ardam
vinagre e alho com catupiri.
Sua beleza é eterna como o vazio.

Assim a concebo na minha mente
ao lembrar de minha infância
quando as escondidas ligava a TV
para vê-la pelada na tela.

A mais bela das mais belas
estilizadas criaturas da mídia.
Seios e bunda e elegância.

Ser místico de um fascínio imponderável.
Com  a mão direita no desejo
lembro de minha infância horas a fio no banheiro.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Gato de rua

Vou comer toda a escassa carne que se prende às tuas duras espinhas.
Não se preocupe.....  vou jogar o rabo e a cabeça na rua para a felicidade das gatas vadias que te rondam e você finge não conhecer.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011


Puta que pariu!

 Me ví em um boteco, tocava boa música e só tinha gente jovem e bonita.
 Porra, gente jovem e bonita me irritava naquele instante, e cada gole daquela cerveja cara e da moda parecia chorume na goela!
  Uma menina sorria para mim toda hora, mas estava com um namoradinho que tinha cara de mimadinho! Foi ai que notei que aquele barzinho era de universiotários,e eu estava em uma praça de frente as faculdades particulares, que por sinal é repleta de pobretões fingindo serem ricos, mas rico mesmo era só o dono do bar!
  Um cara que estava sozinho perguntou se poderia sentar-se comigo, e eu disse em alto tom algo assim ''Claro, tudo bem! Mas não existe a minima possibilidade de me interessar por você!''
   Ele desistiu de sentar-se em minha companhia, e ainda disse que sou grossa e agressiva! Olha, sou não...Sou sincera! Prefiro ficar sozinha com essa cerveja e um cigarro, do que ter babacas comigo, porque de babaquices já bastam as minhas!
  Olhei para a mesa ao lado, e quatro rapazes com dentes na boca, e cabelos desgrenhados á moda estavam falando de comunismo, um deles de all star vermelho e uma camiseta do Che gritava: VIVA LA REVOLUCION! Enquanto ele dava goles na cerveja cara!
  Nessa hora eu pensei:PUTA QUE PARIU, O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI?
 Me levantei, e sai sem pagar!

(Anna Alchuffi)

domingo, 18 de setembro de 2011

NOVO PRAZO PARA COLETIVO ZINE 01

Atendendo a pedidos, vamos estender por mais um mês o prazo para quem quiser ser um distribuidor da 1ª edição do nosso zine e participar da produção da edição impressa.
O novo prazo é 15/10.
Interessados entrem em contato no nyhyw@yahoo.com.br.
Essa será a data final, depois disso lançaremos o zine de qualquer maneira, para nos dedicarmos a sua distribuição e preparação do n° 2.
è isso aí, vamos bagunçar !!!!