Por: Edu Planchêz
O muro da vergonha, os muros da vergonha, a América,
as América apodrecendo nas mãos dos que odeiam livros
e pessoas, um fosso, uma fossa, no meio da mente,
da alma dos governantes bestas 6666, idiotas maiores,
maiores que o insuficiente sistema de ensino
Os mortos-vivos, os que cospem pus,
os que cospem caveiras porque são zumbis
vagando sem alguma proposta
de valorizar o que nos ata as estrelas,
a dignidade, ao repeito...
Mas eles vão cair, serão agarrados pelas pernas,
o bicho trevas os levará para o sol da inteligência,
para que ali ( aqui ) sejam incinerados
pelo perfume de Lorca embriagado de escuridões,
de enguias vivas que são vulcões libertários,
Franco passou, Lorca não passará,
eu não passarei, Diego El Khouri não passará
Minha poesia, sabe que nem mais os muros
dos presídios funcionam, e aquele que constrói muros
para isolar-se do outrem,
não salvará nada nem ninguém
porque há em suas tripas o fedor da ganância,
da estupidez anacrônica,
e o total desconhecimento do que é luz
por ser burro, ávido de lições primárias,
são eles, os acéfalos,
os amargos homens de farda
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