domingo, 20 de maio de 2012

Quase Metrópole

  O relógio que marca meu tempo vai marcar meu rosto. Quem dita as coisas da vida é o tempo que se passa sobre nós, e o tempo que foi perdido é melhor ser esquecido, e na lapide gravado:
 '' AGORA JAZ O TEMPO!''
 Se eu chegar a ser careta, terei algumas ou inúmeras manias que ma trarão nostalgia. Mas eu sou nada na rua asfaltada e sinalizada de uma cidade quase metrópole, e quase metrópole remete a característica pura do forte consumo arraigado em um país que para deixar a estaca de subdesenvolvido deveria abandonar a roupagem de sacanagem explicita  com a fome e a imagem, com a arte e com o boçal.
  E eu continuo fruto das horas que perdi nas ruas. Sonhos, contracultura, hedonismo chulo, meninas vestindo-se de homem para arder.
  Se eu chegar a ser careta vou tentar impedir a novaidade com todo o charme que um grisalho pode dar, para mim que ainda sou maluca só vejo que
 TROPICALISMO ERA ESPELHO SOCIAL, JÁ ERA!
ERA, ERA, ERA........


(Anna Alchuffi)

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